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Sinusite de repetição: quando parar de tratar crise e investigar a causa

Sinusite de repetição pode ter causa estrutural ou alérgica por trás. Entenda quando parar de tratar só a crise e buscar um otorrinolaringologista.

Toma antibiótico, melhora, passa um ou dois meses e a dor no rosto volta. Se isso já aconteceu três, quatro vezes no último ano, o problema não é a crise atual — é o que está fazendo ela voltar sempre.

Quantas crises por ano já é sinal de alerta

Não existe um número mágico igual para todo mundo, mas a referência usada na prática clínica é: quatro ou mais episódios de sinusite aguda por ano, ou sintomas que passam de 12 semanas sem resolver de vez, já entram na categoria de sinusite crônica ou de repetição. Nesses casos, tratar cada crise isoladamente com antibiótico e descongestionante resolve o episódio, mas não muda o que está gerando episódio atrás de episódio.

É como trocar a vela de um motor que está entupindo sempre pela mesma razão. A vela nova funciona — até o problema de origem sujar tudo outra vez.

Por que só tratar a crise não é suficiente

A lógica de tratar sinusite aguda é simples: reduzir inflamação, facilitar drenagem, e às vezes usar antibiótico quando há sinal de infecção bacteriana. Isso ataca o sintoma do momento. Mas se a pessoa tem, por exemplo, um desvio de septo que estreita a passagem de ar de um lado, ou uma rinite alérgica não controlada que mantém a mucosa inchada o ano inteiro, a estrutura anatômica ou o gatilho inflamatório continuam lá depois que a crise passa. O seio da face volta a entupir, a secreção volta a estagnar, e o ciclo se repete.

Quem trata sinusite de repetição só na crise costuma acumular meses de uso recorrente de medicação sem nunca investigar a causa. Isso não é erro do paciente — é consequência de nunca ter chegado numa consulta que fosse além do

sinusite · otorrino · saude · rinoplastia