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Ronco e apneia do sono: o que o otorrino investiga no nariz e na garganta

Ronco alto pode ter origem no nariz ou na garganta. Veja o que o otorrino avalia para investigar apneia do sono e quando procurar avaliação.

Ronco alto não é sempre o mesmo problema. Pode vir de uma obstrução nasal, de um tecido mole solto na garganta ou dos dois ao mesmo tempo. E é justamente por isso que a investigação do otorrino passa pelo nariz e pela garganta antes de qualquer conclusão.

Ronco alto: causas mais comuns

O ronco acontece quando o ar passa por um espaço estreito nas vias aéreas superiores e faz os tecidos moles vibrarem. Os pontos que mais geram esse estreitamento são:

  • Desvio de septo nasal ou hipertrofia dos cornetos, que reduzem a passagem de ar pelo nariz
  • Amígdalas aumentadas, mais comuns em crianças mas presentes em adultos também
  • Palato mole e úvula alongados, que vibram com a passagem do ar
  • Base da língua caindo para trás durante o sono, principalmente na posição de barriga para cima
  • Peso corporal e distribuição de gordura na região do pescoço, que influenciam o espaço disponível para respirar

Ronco isolado, sem pausas na respiração, incomoda quem dorme ao lado mas nem sempre indica apneia. O sinal de alerta maior é quando alguém relata parar de respirar durante o sono, engasgar, ou quando a pessoa acorda cansada mesmo dormindo o tempo que considera suficiente.

O que o otorrino examina no nariz

A consulta começa com perguntas sobre como é o ronco, se há pausas percebidas por quem dorme junto, sonolência durante o dia e histórico de congestão nasal crônica. Depois vem o exame físico.

No nariz, o otorrino observa o septo nasal, o tamanho dos cornetos e se há pólipos ou outra causa de obstrução mecânica. Muitas vezes é feita uma nasofibroscopia, exame com uma câmera fina que permite ver toda a extensão da via aérea nasal e a parte de trás da garganta, a faringe, ainda no consultório e sem sedação.

Uma queixa nasal crônica que parece só desconforto de dia pode estar piorando o ronco de noite, porque a respiração pela boca compensatória muda a mecânica do sono e favorece o colapso dos tecidos da garganta.

O que o otorrino examina na garganta

Na garganta, o exame olha o tamanho das amígdalas, a posição da língua em relação ao palato e o formato da úvula. Uma classificação usada com frequência avalia o quanto a base da língua e o palato mole ocupam o espaço visível quando o paciente abre a boca — isso ajuda a estimar, ainda de forma preliminar, o risco de colapso das vias aéreas durante o sono.

Esse exame de consultório não substitui a polissonografia, que é o exame feito durante o sono e que mede pausas respiratórias, queda de oxigênio no sangue e outros parâmetros. A polissonografia é quem confirma se existe apneia e qual a intensidade do quadro. O exame físico do otorrino serve para identificar onde está o obstáculo anatômico e orientar se a investigação deve seguir para o exame do sono, e depois, se for o caso, para qual tipo de tratamento faz sentido discutir.

Ronco sozinho ou apneia: por que a distinção importa

Ronco sem apneia costuma ser tratado com medidas menos invasivas, como cuidado com a posição de dormir, controle de peso quando cabe, e correção da obstrução nasal se ela for a causa principal. Apneia obstrutiva do sono é diferente: envolve risco cardiovascular e metabólico associado, e a decisão de tratamento leva em conta o resultado da polissonografia, não só o relato de ronco.

A avaliação de apneia do sono não é feita só pela queixa de ronco. Cansaço ao despertar, sonolência dirigindo ou em reuniões, dor de cabeça matinal e parceiro relatando pausas na respiração são dados que, junto ao exame de nariz e garganta, formam o quadro completo. O que a investigação vai encontrar em cada caso depende da anatomia de cada pessoa e da resposta que ela apresenta ao longo do sono — por isso a avaliação presencial é a etapa que direciona qualquer decisão seguinte.

Quando procurar avaliação

Ronco que incomoda o sono de quem dorme ao lado, pausas respiratórias percebidas ou sonolência diurna persistente são motivos suficientes para buscar um otorrinolaringologista em Rio Verde. Quanto antes o nariz e a garganta forem examinados, mais cedo fica claro se o caso pede só ajuste de hábito ou investigação mais aprofundada com exame do sono.

Se o ronco ou a suspeita de apneia estão incomodando a rotina, fale com Dr. Fellipe Cunha pelo WhatsApp e agende uma avaliação.

Dr. Fellipe Cunha — CRM-GO 16.147 · RQE 11

ronco · apneia do sono · otorrino · rio verde